Se range os dentes quando está stressado ou mais ansioso poderá sofrer de bruxismo

1 min leitura | Assim, os tempos de reclusão associados à quarentena atual são particularmente desafiantes para a nossa saúde mental.  Igualmente com a pressão que o isolamento nos impõe. Por isso, é natural que, nesta fase, as pessoas se sintam mais ansiosas.

Deste modo, o stress e a ansiedade são fatores de risco ligados ao bruxismo. Como tal, poderá detetar durante estes dias, um aumento dos episódios de ranger ou apertar os dentes, se estiver mais suscetível à influência destes fatores (podendo suceder durante o sono ou durante a vigília).

1. O que é o bruxismo?

Então no bruxismo observa-se uma maior intensidade e frequência da atividade dos músculos da mastigação.

É uma alteração caracterizada pela contratura inconsciente e involuntária da musculatura mastigatória, que pode culminar num movimento de apertar ou ranger dos dentes, ou apenas a contratura muscular sem os dentes estarem em contacto.

2. Como posso controlar o bruxismo?

Mas, na verdade, o bruxismo não tem tratamento. E, não existe uma causa única identificável que se possa eliminar e o comportamento cessar.

Assim, o seu tratamento deve passar pela consciencialização, avaliação da presença de outras patologias de base, esclarecimento da associação com patologia do sono, e ou outras doenças que existam em simultâneo.

Posto isto, a intervenção inicial deve ser orientada pelo médico dentista e como primeira opção passar por técnicas pouco-invasivas e reversíveis (goteira oclusal, terapia comportamental), coadjuvadas por ação de outras especialidades médicas em trabalho interdisciplinar como fisioterapia e psicoterapia, entre outras.

Especialmente nestes dias, pode adoptar rotinas que ajudem a diminuir os episódios de ansiedade, tentando relaxar.

Damos aqui 5 dicas para relaxar:

  1. Antes de dormir pode tomar um banho quente,
  2. Ouvir música calma,
  3. Ler um livro.
  4. Realização de exercícios de relaxamento muscular
  5. Exercícios de controlo da respiração.

Por fim, se tiver crianças ou adolescentes em casa que possam estar a sentir o mesmo, tente conversar com eles de forma a perceber quais são os seus medos e ansiedades, ajudando-os a lidar com os seus problemas.