291 282 590 | 2ª a 6ª - 8h30 às 21h00 - sábado - 8h30 às 18h00

ressonar

(Roncopatia)

A Síndrome de Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) é uma patologia caracterizada por episódios recorrentes de obstrução do fluxo de ar a nível das vias aérea superiores durante o sono. Esta obstrução pode ser parcial, originando ressonar, ou total, resultando numa paragem respiratória que poderá durar alguns segundos, ou até minutos.

Estruturalmente, quando estamos a dormir, assiste-se a um relaxamento dos músculos da via aérea superior e da língua. Isto pode obstruir a faringe, interferindo com a respiração normal.

Estas paragens respiratórias, também chamadas de apneias, inibem a passagem de ar para os pulmões conduzindo à redução dos níveis de oxigénio e ao aumento dos níveis de dióxido de carbono no sangue. Nestas circunstâncias, o nosso cérebro é alertado para retomar a respiração, promovendo um micro despertar. Estes micro despertares repetitivos durante o período de sono impedem que a pessoa tenha um sono reparador traduzindo-se num aumento da sonolência durante o dia.

Normalmente, os pacientes com esta patologia relatam pausas respiratórias durante o sono (até mesmo a sensação de asfixia), ressonar (roncopatia), sonolência diurna excessiva, boca seca ao acordar, problemas de memória, atenção, alteração da capacidade de concentração e alterações de humor e irritabilidade.

A importância clínica da SAOS reflecte-se ainda nas suas repercussões cardiovasculares (ex.: hipertensão, doenças coronárias, enfarte do miocárdio) e metabólicas (ex.: síndrome metabólica, diabetes) bem como nos seus efeitos a nível da mortalidade. Além disso, esta patologia potencia alterações neuropsicológicas que propiciam a ocorrência de acidentes laborais e de viação.

O diagnóstico é realizado por um médico especializado no tratamento de patologias do sono. Pode ser realizado um estudo completo do sono (polissonografia) ou mais simplificado (poligrafia cardio-respiratória). Os estudos do sono registam e analisam várias funções do nosso organismo e parâmetros fisiológicos durante o sono, como por exemplo: o fluxo de ar que entra e sai do nariz e da boca durante o sono, os níveis de oxigénio no sangue e a frequência cardíaca. O nível de gravidade da doença é determinado pelo número de paragens respiratórias que ocorrem durante a noite.

Actualmente está descrita a utilização de aparelhos intra-orais para o tratamento da Roncopatia e Apneia do Sono de grau leve a moderado. Estes aparelhos possibilitam avanço da mandíbula e reposicionamento da língua proporcionando uma desobstrução das vias aéreas superiores durante o sono. O Médico Dentista com formação na área de tratamento da Roncopatia e Apneia do Sono poderá auxiliar na construção destes aparelhos intra-orais e acompanhar a sua utilização de forma a optimizar os seus efeitos benéficos na diminuição da gravidade desta doença.

Este tipo de aparelhos são confortáveis e de fácil utilização, constituindo uma alternativa eficaz e apelativa em comparação a outras abordagens mais complexas e invasivas para o paciente, como por exemplo: utilização de ventiladores de pressão contínua (CPAP/APAP) durante o período de sono, alteração comportamental para a perda de peso e a realização de cirurgia maxilo-facial.

 

Dr. ª Petra Freitas

Dr. ª Petra Freitas

Generalista